/Prefeitura revitaliza a Praça Fortaleza do Tapajós, antiga Praça do Mirante.

Prefeitura revitaliza a Praça Fortaleza do Tapajós, antiga Praça do Mirante.

Uma noite ao som dos maiores sucessos da banda Legião Urbana. Assim foi a sexta-feira (29), na Praça Fortaleza do Tapajós, que contou com a segunda reapresentação do Show “Legião Sinfônica” organizado pela Filarmônica Municipal Professor José Agostinho. A programação fez parte das comemorações pelos 357 anos de Santarém e marcou a mudança de nome da Praça do Mirante para Praça Fortaleza do Tapajós. A Prefeitura de Santarém, por meio das Secretarias Municipais de Cultura (Semc) e Infraestrutura (Seminfra), trabalharam na revitalização e na programação cultural.

A mudança de nome da praça foi solicitada à Prefeitura pelo Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós (IHGTap). “Faz parte do Projeto Canhões da Fortaleza, que visa resgatar o valor histórico desse local, onde foi construída a Fortaleza do Tapajós. Essa fortaleza foi construída no final do século XVII, em 1694 e inaugurada em 1967 sem nunca estar concluída. Ocorre que desempenhou funções importantes no processo de defesa da região, principalmente contra as invasões dos índios Mundurukus, que atacavam os índios Tapajó e outras invasões que aconteciam, principalmente na Cabanagem”, destacou a historiadora presidente do IHGTap,Terezinha Amorim.

Terezinha explicou que em 1867, após a abertura do Rio Amazonas para navegações internacionais, o imperador Dom Pedro II sentiu a necessidade de implantar uma política de militarização na região do Baixo Amazonas, principalmente em Santarém. Então, ele mandou para essa Fortaleza 6 canhões calibre 6 para serem colocadas. Como tinham sido construídos no século XVII e sem manutenção, não suportaria o peso dos canhões, que foram abandonados na esquina da 15 de agosto com a Galdino Veloso e ficaram lá por quase um século. Quando a urbanização foi intensificada houve a necessidade da retirada. Em 1948, quando era comemorado o centenário de Santarém, dois canhões foram levados até Praça conhecida como Centenário. Em 1970, dois foram levados para o aeroporto da cidade e dois para Sudam, que agora é prédio da Ufopa.

A historiadora disse que o projeto do IHGTAp se dividiu em duas etapas: “o primeiro foi no mês de março quando trouxemos os 4 canhões (do aeroporto e da Ufopa) e agora houve essa sensibilidade em revitalizar a praça e mudar o nome. Quando você falar em praça da Fortaleza você vai saber que aqui foi uma Fortaleza”.

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