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Municípios carregam SUS nas costas, afirma prefeito Nélio Aguiar

Repasses que não chegam no prazo, inadimplência com o IPTU e contrapartidas cada vez maiores para os programas federais. Eis a receita da falência em que se encontra boa parte dos municípios paraenses, segundo o prefeito de Santarém, Nélio Aguiar (DEM), na região oeste do estado, “A situação é de falência, de quebradeira, vem piorando a cada ano e vai continuar assim se não for tomada nenhuma providência, se não for feita nenhuma mudança”. Nélio Aguiar participou da “22ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios”. O evento reuniu prefeitos do Brasil inteiro.

Entre as muitas pautas defendidas pelos prefeitos paraenses, está a revisão do pacto federativo. Hoje, segundo Nélio, a cada R$ 100 arrecadado, apenas R$ 13 ficam com os municípios. Além de ficar com a menor fatia do bolo, as prefeituras estariam arcando com contrapartidas cada vez maiores para compensar cortes e atrasos nos recursos repassados pelo Governo Federal. No Sistema Único de Saúde (SUS) estaria um dos maiores gargalos. 

“O SUS tem contribuído muito para a grave situação financeira dos municípios. Pela Constituição (Federal), cada município tem que gastar no mínimo 15% com a saúde, a maioria dos municípios paraenses está gastando de 25% a 30% de recursos próprios”, reclama. “Está vindo cada vez menos recurso do Ministério da Saúde e cada vez mais os municípios estão tendo que complementar, chegando ao ponto de que, para cada R$ 1 do MS, os municípios estão tendo que colocar o mesmo R$ 1 para manter a atenção básica”, completa ele, para quem os municípios estão carregando o SUS nas costas. 

Direto de O Liberal.com

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