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Gilmar diz que provas ilegais podem ser usadas contra a Lava Jato

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou, nesta terça-feira (11), que o fato de as conversas vazadas pelo site The Intercept possivelmente terem sido obtidas de forma ilegal “não necessariamente” anula provas que venham a ser produzidas a partir delas.

O magistrado entende que a eventual ilegalidade da forma como as mensagens foram obtidas não necessariamente anula o seu uso como prova.

Segundo o jornal a Folha de São Paulo, Gilmar declarou:

“Não necessariamente [anula]. Porque se amanhã [uma pessoa] tiver sido alvo de uma condenação por exemplo por assassinato, e aí se descobrir por uma prova ilegal que ela não é autor do crime, se diz que em geral essa prova é válida.”

Em outras palavras, Gilmar parece estar dizendo que mensagens obtidas através da ação de criminosos cibernéticos podem ser utilizadas para soltar os corruptos presos pela Operação Lava Jato.

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