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Ex-presidente Dilma defende reaproximação de PT e PMDB em alianças regionais para 2018

A ex-presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (13) que parte do Brasil se equivocou ao apoiar o impeachment dela no ano passado. Em entrevista à DW, em Berlim, a petista afirma que o “golpe” sofrido por ela tem três etapas: o impedimento; o “estrago” das reformas do presidente Michel Temer; e a tentativa de inviabilizar Lula como candidato a presidente em 2018.  

Ela chancelou a conduta do ex-presidente de perdoar os “golpistas” ao justificar alianças regionais entre PT e PMDB visando às eleições do ano que vem. Chegou a defender o então presidente do Senado, Renan Calheiros, que votou pelo impeachment dela. “Renan não trabalhou a favor do golpe”, disse.  

Na avaliação de Dilma, o impeachment levou ao enfraquecimento do PSDB, com a queda do senador Aécio Neves, seu adversário na campanha de 2014. Para ela, os conservadores “produziram a extrema direita, o MBL [Movimento Brasil Livre] e o [Jair] Bolsonaro”. Ela também acredita que a crise política gerou a figura do não-político, representado tanto pelo prefeito de São Paulo, João Doria, quanto pelo apresentador Luciano Huck.  

Dilma acredita que o PT ainda é o novo na política e para defender seu ponto, recorda as palavras do jornalista William Waack que custaram seu afastamento da TV Globo:  

“Sabe o que eu acho que é o novo? Esse foi um pensamento que tive depois do caso do William Waack. Você sabe o que é coisa de preto? O PT é coisa de preto. O Lula é coisa de preto. Nós somos coisa de preto. Eu sou uma coisa de preto.”  

Em seu período pós-presidência, Dilma tem participado de aulas, debates e palestras no País e no exterior. Também integrou as caravanas de Lula em Minas Gerais e no Nordeste. A ex-presidente não descarta uma candidatura em 2018.  

  

 

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