/CRIME: Belterra sofre com o excesso de agrotóxicos no plantio da soja

CRIME: Belterra sofre com o excesso de agrotóxicos no plantio da soja

A meliponicultura, atividade que consiste na criação de abelhas sem ferrão, tem por objetivo a comercialização de colmeias, mel, própolis, pólen, entre outros, para a fabricação de alimentos, produtos medicinais e estéticos. As abelhas são responsáveis pela polinização de diversos produtos de origem agrícola, assim como da flora nativa, onde desempenham um papel vital na reprodução de diversas espécies. No entanto, a meliponicultura e a apicultura enfrentam um grave problema. O envenenamento de abelhas por agrotóxicos.

Em entrevista para o site Amazônia Latitude, João Batista Ferreira, conhecido como João do Mel, falou sobre o efeito dos agrotóxicos nas abelhas que cria em Belterra, Oeste do Pará.

Sua criação convive lado a lado com a cultura da soja, que necessita de quantidades abundantes de agrotóxicos para garantir a colheita, o que leva suas abelhas a adoecer.

O meliponicultor aponta para o fato de vereadores em Belterra fazerem parte do agronegócio, o que dificulta a fiscalização e regulação do plantio de soja. Em seu relato, afirma que o agronegócio chegou ao município através da ação de diversos prefeitos e agentes fiscalizadores, sobrepondo a atividade às necessidades do pequeno produtor. “Você sabe muito bem que quem tem poder, quem tem dinheiro, faz o que quer. Então, infelizmente, a realidade é essa”, revela João.

Além da contaminação das abelhas, João do Mel aponta para outra transformação decorrente do agronegócio – o aumento na temperatura ambiente na região. Segundo ele, o clima no município costumava ser muito frio durante a noite e a madrugada, mas questões como o desmatamento, a exaustão dos solos, entre outras causas, foram responsáveis por elevar a temperatura.

Acesse o site ‘Amazônia Latitude’.

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