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Bolsonaro chama de “histeria” medidas adotadas contra o coronavírus

Em entrevista à CNN Brasil neste domingo (15), Bolsonaro chamou de “extremismo” e “histeria” medidas adotadas diante da pandemia do coronavírus, que no Brasil já havia infectado 200 pessoas até o início da noite.

Apesar de integrantes do governo próximos a Bolsonaro estarem infectados pelo novo coronavírus, o presidente voltou a minimizar os efeitos do covid-19.

— Muitos pegarão isso independente dos cuidados que tomem. Isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde. Devemos respeitar, tomar as medidas sanitárias cabíveis, mas não podemos entrar numa neurose, como se fosse o fim do mundo — disse.

Ele ainda insinuou haver interesses econômicos e políticos nas medidas para tentar conter a transmissão do vírus.

Há cerca de 10 anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarava pandemia de gripe H1N1, conhecida como gripe suína.

— Em 2009, 2010, teve crise semelhante, mas, aqui no Brasil, era o PT que estava no poder e, nos Estados Unidos, eram os Democratas, e a reação não foi nem sequer perto do que está acontecendo no mundo todo — declarou Bolsonaro.

Para enfrentar a pandemia, governadores têm decretado o fechamento provisório de lugares com alta aglomeração de pessoas, como salas de cinema e teatro e a suspensão de atividades escolares.

Para o presidente, a proibição de jogos de futebol é partir para o extremismo.