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Atendimento médico humanizado ganha força em Manaus e influencia tratamentos

Em meio às dificuldades do atendimento público e de momentos de sofrimento em casos de doença, o atendimento médico humanizado faz a diferença no tratamento de pacientes e até dos acompanhantes. A contadora Michele Santeiro, 32, atribui boa parte da melhora da filha dela, a pequena Laura Júlia da Costa Ferreira, de 2 anos e cinco meses, ao atendimento diferenciado que a filha recebeu de profissionais do Hospital Infantil Doutor Fajardo, localizado na rua Joaquim Nabuco, no Centro de Manaus.

A criança foi diagnosticada com apendicite supurada, que é o rompimento do apêndice inflamado que aumento o risco de complicações e pode levar, em casos mais graves, até à morte. A menina foi internada no dia 12 deste mês e recebeu alta no último dia 22. A pequena precisou até ficar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por alguns dias, o que aumentou ainda mais a angustia da mãe, mas a contadora relatou o apoio e carinho que recebeu da equipe do hospital.

“Fomos muito bem tratadas, desde o primeiro dia que entramos lá. Os médicos, técnicos e enfermeiros foram muito atenciosos, cuidadosos e sorridentes. As recepcionistas e as senhoras da limpeza também fizeram a diferença nos dias que estivemos lá. Fui surpreendida com todo esse carinho”, lembrou, agradecida, a mãe da pequena Laura.

Segundo a contadora, ela se surpreendeu porque há poucos meses teve uma experiência negativa e traumatizante em outra unidade de saúde do Estado. “Como é público e eu tinha essa experiência ruim quando um parente precisou de atendimento, não esperava ser tão bem tratada. Eles brincavam com ela como se fosse da família. Eu reparei que não era apenas com a gente, eles tratavam todo mundo como se fossem únicas. Com certeza isso me mostrou que ainda existem pessoas que amam a profissão”, comentou ela.

Para a contadora, o atendimento foi fundamental para que a filha dela reagisse ao tratamento e hoje estivesse em casa se recuperando dos dias em que esteve longe de casa. “Toda essa dedicação fez a diferença na melhora dela, me deu ânimo e eu via que todas as pessoas que estavam ali sentiam o mesmo. Minha filha foi atendida por ótimos profissionais. Estar ali foi como ir naquelas casinhas de interior, onde tudo é simples, mas as panelas estão brilhando, o chão bem encerado, a comida cheirosa e os donos sorridentes. Apesar das dificuldades do sistema público, ali trabalham profissionais humanos”, completou.

 

Álik Menezes/Acrítica